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Casal viaja 80 quilômetros a pé para não abandonar seus dois cachorros.
12/04/2019 - 15:50h

Abandonar os dois cãezinhos foi algo que este casal nunca pensou em fazer.

O casal Carlos Barbato e Renata, uma mulher transexual, viajou de São José do Rio Preto a Votuporanga, no interior de São Paulo, a pé. Isso porque eles não puderam embarcar no ônibus intermunicipal com seus dois cães, mesmo já tendo comprado as passagens e não queriam abandonar seus cães.

Segundo o Art. 7º da resolução nº 1.383/06 da Associação Brasileira das Empresas de Transporte (Abrati), o usuário do serviço não pode embarcar com animais domésticos ou silvestres. No entanto, o casal não poderia deixar Paçoca e Milady para trás, desamparados, porque eles estavam de mudança.

Carlos e Renata saíram de Rio Preto na manhã do dia 8, levando um carrinho de supermercado, algumas malas e os dois vira-latas. Cerca de 80 quilômetros separam Rio Preto de Votuporanga, cidade natal de Renata. “Ela ficou desempregada em Rio Preto e quis voltar para cá com o marido”, contou a prima de Renata, Alexandra, ao site Diário da Região.

A primeira parada do casal foi em Mirassol. “Eles levaram uma garrafa de água e ração para os cachorros. Conforme iam parando, pediam comida e água para eles e para os bichinhos”, disse Alexandra. Carlos e Renata chegaram a Votuporanga após seis dias de viagem, fazendo algumas paradas em postos de gasolina na rodovia e em distritos pelo meio do caminho. Como não tinham um destino certo, eles resolveram procurar um abrigo, onde foram aceitos com os cachorros.

“Eles preferiram ficar em um barracão abandonado aqui no bairro Boa Vista para não precisar abandonar os cachorros”, contou Alexandra, que recebe o casal diariamente para dar almoço e oferecer banho.

“Por enquanto eles vêm na minha casa, mas precisam arrumar um emprego e uma casa. Estamos aguardando a Assistência Social e outras ajudas que nos foram prometidas, mas uma coisa a gente sabe: largar os cachorros eles não vão”. Na semana passada, Carlos e Renata receberam a visita de uma associação de proteção de animais que ofereceu amparo aos cães e aconselhou o casal a procurar a Secretaria de Desenvolvimento Social da cidade.

“O Carlos é padeiro e até o dia 27 ficaram de conformar um serviço e a Renata está aguardando ser inserida em um projeto da prefeitura, pois o mais importante agora é que eles terem um dinheiro para pagar o primeiro aluguel”, explicou a prima de Renata, Alexandra, que torce para que o casal consiga se estabelecer sem abrir mão da companhia de Paçoca e Milady.

Foto: Divulgação


 
Fonte: razoesparaacreditar.com



  
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